23/04/2017

5 perguntas para Daniel De Paris, enólogo da vinícola Dom Cândido


Daniel De Paris
Fotos: Dom Cândido
Olá, pessoal.
Hoje, o blog inicia uma nova série de entrevistas com aqueles que são os responsáveis pela criação desta bebida maravilhosa que todos adoramos. Para abrir os trabalhos, o Degustação do dia conversou com Daniel De Paris, enólogo da vinícola Dom Cândido, da Serra Gaúcha. Confira abaixo e boa degustação!

1. A Dom Cândido se coloca como uma vinícola familiar. Como ela surgiu?
Procedente de Roveretto, no Tirol Italiano, a Família Valduga, de Cândido Valduga, chegou ao Brasil em 1875. Estabeleceu-se na Linha Leopoldina, hoje Vale dos Vinhedos, 8º Distrito do Município de Bento Gonçalves, dedicando-se desde então, à vitivinicultura. No início, para provimento da alimentação; depois, na elaboração do vinho para consumo da família e dos amigos; começando, a partir de então, a comercializar o excedente.
Com o passar dos anos, o neto Cândido Valduga, numa área de 12 hectares no Vale dos Vinhedos, foi aprimorando os vinhedos próprios, onde hoje são cultivados tipos de uvas nobres, as quais são utilizadas na elaboração de quantidades limitadas de vinhos, após rigorosa seleção. O processo de qualificação dos vinhos, em 1986, atingiu o nível de excelência onde, mesmo assim, continuamos a aprimorá-lo. Neste mesmo período, foi construída a Dom Cândido, orgulho dos filhos Roberto, Celso, Marcos e Carlos Valduga.

Vinícola Dom Cândido
2. Como uma vinícola familiar se insere no mercado nacional e internacional de vinhos? Há dificuldades? Quais? O que poderia melhorar?
Todos mercados têm dificuldades, concorrentes nacionais e internacionais, economia etc. A Dom Cândido se insere no mercado nacional como uma vinícola boutique, elaborando produtos de alta qualidade, contando com a dedicação da família, colaboradores da vinícola, varejos, distribuidores, lojas especializadas, restaurantes.
Quanto ao que poderia melhorar, eu diria, divulgar, degustar e comprovar a qualidade. Já se faz muita coisa para divulgação do vinho nacional, acredito que estamos no caminho certo para fazer nosso vinho ser conhecido no mercado nacional e internacional.

3. Como enólogo da vinícola, o que você espera de um vinho Dom Cândido?
Sempre nos dedicamos ao máximo para produzirmos a melhor uva e o um excelente vinho. Além de sempre termos produtos elaborados de alto nível de qualidade, penso e idealizo ser importante produzir vinhos para atender à maioria dos gostos dos consumidores. O prazer do enólogo é satisfazer o paladar dos consumidores, que cada taça degustada seja uma experiência marcante, única e espetacular.

4. Quais as perspectivas da vinícola para o ano de 2017? E para a futura safra de 2017?
Nossa perspectiva é muito positiva, queremos atender mais consumidores, mostrar nosso trabalho e excelência em produtos. Quanto à safra de 2017, informo que foi fantástica, termos grandes vinhos com qualidade altíssima, vinhos encorpados, ricos em estruturas e aromas e muito agradáveis.

5. Em sua opinião, qual vinho melhor representa a vinícola? Por quê?
Digo que todos vinhos representam muito bem a vinícola, desde os mais leves aos mais encorpados, pois todos são feitos com muito amor, dedicação e com o objetivo de atender a todos gostos e paladares do consumidor. Mas, na minha opinião, gosto muito dos vinhos Dom Cândido Documento Merlot – D.O., Dom Cândido 4ª Geração Marselan e do espumante Documento Brut Método Tradicional 18 meses.

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